atenção primária à saúde para autogestões

Guia de atenção primária à saúde para autogestões

24 maio, 2024

Conhecer e aplicar ações de atenção primária à saúde para autogestões é muito importante tanto para manter o equilíbrio financeiro dessas empresas assim como para promover a saúde e o bem-estar dos colaboradores no geral, garantindo mais economia e eficiência no dia a dia empresarial. 

Mas afinal, quais são as melhores ações de atenção primária à saúde (APS) para autogestões? E como efetivamente atuam as autogestões em saúde? É sobre isso que falaremos aqui. Acompanhe e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto! 

É uma abordagem integral que busca atender as necessidades de saúde das pessoas ao longo de suas vidas, de forma contínua e acessível

O que é autogestão em saúde?

Os modelos de autogestão em saúde diferem dos planos de saúde coletivos empresariais porque não estão disponíveis ao público em geral, sendo exclusivos para a organização que os criou

Dessa forma, enquanto os planos de saúde empresariais exigem a intermediação de terceiros, como corretoras de saúde ou administradoras de benefícios, que atuam entre a empresa e a operadora de saúde, a autogestão é desenvolvida e gerida pela própria instituição.

Além disso, é importante ressaltar que os planos de autogestão não têm fins lucrativos. Ou seja, o objetivo principal é proporcionar um serviço de saúde de alta qualidade com o melhor custo-benefício possível para os beneficiários. 

Por fim, a autogestão em saúde é projetada especificamente para atender os colaboradores da organização e seus dependentes, o que aumenta as chances de que o serviço seja mais satisfatório para os usuários. Além disso, há uma maior possibilidade de personalizar os serviços de acordo com as demandas específicas dos beneficiários.

– Veja também: Autogestão do plano de saúde: o que é e como funciona?

Benefícios da autogestão em saúde

  • Não existem restrições às lesões e doenças preexistentes: por ser um modelo focado na atenção integral à saúde, mesmo que o beneficiário tenha condições preexistentes de saúde, não há a restrição ao precisar dos serviços de saúde – ação que pode ser observada na contratação de alguns planos individuais ou empresariais, por exemplo;
  • Não há foco no lucro: conforme citamos brevemente acima, a autogestão não visa lucro e, por isso, há um foco maior na otimização dos recursos dos beneficiários, assim como na qualidade dos serviços prestados;
  • Gestão participativa: as autogestões têm liberdade para decidir o melhor formato de plano a ser adotado conforme as necessidades dos beneficiários, promovendo mais personalização no plano;
  • Transparência na gestão: como a própria empresa tem o controle sobre os planos assistenciais, é comum que haja mais transparência no que diz respeito aos recursos disponíveis;
  • Cooperação e apoio mútuo: a autogestão é regida pelo princípio do mutualismo e, por isso, todos os envolvidos no plano – beneficiários, mantenedor, patrocinadores e parceiros (prestadores de serviços assistenciais e não-assistenciais) devem conhecer bem os conceitos dessa modalidade e, é claro, fazer a sua parte para garantir que ela funcione de maneira positiva para todos.

Ações de atenção primária à saúde para autogestões

Pois bem, agora que você sabe mais sobre a forma de atuação das autogestões, é importante também conhecer ações de atenção primária à saúde para autogestões. Afinal, essas ações de APS são essenciais para ajudar a garantir:

  • Equilíbrio no uso do plano de saúde, garantindo que as boas práticas para manter o sistema sustentável sejam seguidas;
  • Aumentar a conscientização e conhecimento dos colaboradores sobre suas condições de saúde;
  • Mais eficiência e menos absenteísmo na empresa.

Dentre elas, algumas práticas de APS que é possível desenvolver e fazer com que se tornem parte da cultura organizacional de uma empresa, são: 

1. Promoção da saúde e prevenção de doenças

  • Educação em saúde: fornecer informações sobre hábitos saudáveis, nutrição, atividade física e prevenção de doenças. Para isso, é possível promover palestras, workshops e demais atividades que engajem os colaboradores para compartilhar conhecimento sobre assuntos relevantes relacionados à saúde populacional;
  • Campanhas de vacinação: organizar campanhas para garantir que todos estejam vacinados de acordo com as diretrizes de saúde pública;
  • Exames de rotina: incentivar a realização de check-ups regulares e exames preventivos, como medição de pressão arterial, níveis de colesterol e glicemia.

2. A atenção primária à saúde para autogestões auxilia em uma melhor gestão de doenças crônicas 

  • Monitoramento contínuo: implementar sistemas para monitorar regularmente condições crônicas como diabetes, hipertensão e asma;
  • Planos de cuidados personalizados: desenvolver planos de tratamento individualizados, levando em consideração as necessidades e preferências dos pacientes;
  • Suporte psicológico: oferecer apoio psicológico e emocional, fundamental para a gestão de doenças crônicas.

– Veja também: Gestão de doenças crônicas: sua importância e como fazer

3. Acesso a profissionais de saúde para todos os beneficiários

  • Rede de profissionais: criar uma rede completa e multidisciplinar de profissionais de saúde. Assim sendo, é possível incluir médicos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas e psicólogos, que possam ser consultados quando necessário por todos os colaboradores, independentemente de onde eles morarem;
  • Telemedicina: utilizar a tecnologia para fornecer consultas, monitoramento e acompanhamento remoto, facilitando o acesso e reduzindo a necessidade de deslocamentos.

4. Integração com Serviços de Saúde 

  • Parcerias estratégicas: estabelecer parcerias com hospitais, laboratórios e outras instituições de saúde para garantir que os pacientes tenham acesso a serviços especializados quando necessário;
  • Sistemas de referência e contrarreferência: implementar um sistema eficiente para referenciar pacientes a serviços especializados e receber de volta informações sobre o tratamento realizado.

5. O uso de tecnologia é muito importante para colocar em prática ações de atenção primária à saúde para autogestões

  • Registros eletrônicos de saúde: utilizar sistemas de registro eletrônico para manter dados atualizados sobre a saúde dos beneficiários, facilitando o acompanhamento e a tomada de decisões;
  • Aplicativos de saúde: incentivar o uso de aplicativos que ajudem no monitoramento de condições de saúde, lembretes de medicação e agendamento de consultas;
  • Algoritmos preditivos, inteligência artificial e outras tendências tecnológicas: não pensando apenas na atenção primária à saúde para autogestões, mas no sistema de saúde como um todo, as ferramentas tecnológicas surgem para tornar o setor mais eficiente e sustentável e ganham cada vez mais espaço. Por isso, é importante estar atento às novidades e ver como elas podem ser incluídas nos sistemas de autogestão, ajudando a garantir seu equilíbrio – e, também, é claro, a oferecer um serviço de qualidade aos beneficiários.

6. Participação da Comunidade

  • Grupos de apoio: criar grupos de apoio para condições específicas, onde os participantes possam compartilhar experiências e receber suporte mútuo;
  • Feedback contínuo: coletar regularmente o feedback dos membros da autogestão para melhorar continuamente os serviços oferecidos.

🗨️Agora que você já sabe mais sobre a importância da atenção primária à saúde para autogestões, você também pode querer complementar ainda mais o seu conhecimento sobre o assunto! Para isso, acesse: Atenção primária à saúde nas empresas: o que é e sua importância

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